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 Métodos Anticoncepcionais - Dr Galletta
12º Método: Injetável Trimestral

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Descrição do Método

O injetável trimestral é composto por um derivado do hormônio Progesterona, o acetato de medroxiprogesterona (AMP), na dose de 150 mg aplicado a cada 3 meses, numa injeção intramuscular profunda. Os primeiros estudos sobre este método tiveram a participação de um brasileiro, o Prof. Elsimar Coutinho, ainda na década de 60. Percebeu-se que as mulheres tratadas com esta medicação durante a gravidez, por causa, por exemplo, de uma ameaça de aborto, ficavam depois de 12 a 21 meses sem conseguirem engravidar. Hoje em dia mais 15 milhões de mulheres usam o método em todo mundo, sendo um dos métodos anticoncepcionais reversíveis mais eficazes que se conhece.

Em sua ação, ele não só altera o muco cervical, como os demais anticoncepcionais à base de progesterona, mas também inibe a ovulação, com diminuição das gonadotrofinas (FSH/LH, responsáveis pelo estímulo da ovulação, no ovário) e desenvolvimento de atrofia endometrial. Ou seja, a parte de dentro do útero fica ressecada e passa a ficar inadequada para abrigar o embrião. Motivo pelo qual esta injeção também leva à diminuição do sangramento menstrual, e até mesmo ao desaparecimento do mesmo.

É um método com efeito residual por vários meses. Assim, não é o método ideal para quem quer engravidar logo depois da interrupção do método, pois o retorno da fertilidade só ocorre 9 a 16 meses após a descontinuação.

Contra-indicações

Poucas são as contra-indicações formais do método, que incluem apenas suspeita de gravidez, sangramento vaginal sem diagnóstico preciso e a presença de Câncer de Mama na paciente.

No entanto, há outras contra-indicações relativas, onde o parecer do ginecologista é fundamental, no sentido de avaliar corretamente se o uso é benéfico ou não. Tais situações seriam: Hipertensão arterial grave, diabetes de longa duração, alguns tipos de doença do coração, alguns tipos de enxaqueca, tumores hepáticos, hepatite ou cirrose, acidente vascular cerebral (derrame), além de história de Câncer de Mama no passado.

Outras condições mais leves também merecem cuidado: pacientes menores de 16 anos ou com menos de 2 anos da primeira menstruação, com hipertensão arterial leve ou diabetes recente, com câncer de colo uterino, com nódulo mamário, com hiperlipidemias (colesterol e triglicérides altos) ou em uso de anticonvulsivantes (Hidantal, Gardenal e Tegretol).

Indicações

Este método é bem indicado nas mulheres que não podem usar o hormônio Estrógeno presente nas pílulas comuns, seja por questões médicas, ou por intolerância gástrica, e que desejam um método anticoncepcional eficiente. Pelo risco teórico de desenvolver osteoporose quando administrado por muito tempo, evita-se o uso em adolescentes. No entanto, é um bom método para as adolescentes que já tiveram um ou dois filhos e que precisam portanto de um método confiável e que não dependa do seu “esquecimento”.  Aliás, esta é uma boa indicação para qualquer idade. Se a mulher costuma esquecer de tomar a pílula, uma boa saída é realmente o injetável. Outra boa indicação é na mulher que está amamentando, pois o injetável trimestral não interfere com a produção e a qualidade do leite materno.

Vantagens

É um método barato e disponível na rede pública e nos postos de saúde.

Como pode interromper a menstruação, previne a anemia, e diminui o gasto com absorventes íntimos, além de proporcionar certo “alívio” para aquelas mulheres que se queixam de menstruações abundantes ou dolorosas.

Pela longa duração do efeito, permite maior tranqüilidade para a usuária, que não precisa se lembrar de tomar pílula alguma, mas que ainda assim precisa se lembrar do uso a cada 3 meses.

Além disso, o uso do Injetável trimestral diminui o risco de Câncer de Endométrio (Corpo Uterino), assim como da Doença Inflamatória Pélvica (infecção nas trompas), dos cistos de ovário, de gravidez ectópica (nas trompas), além das crises de epilepsia.

Desvantagens

É um método que pode trazer certa irregularidade menstrual, com menstruações em pequena quantidade, mas imprevisíveis, principalmente nos 6 primeiros meses de uso. Cerca de 40% das usuárias fica sem menstruar após este período e apenas 10% delas terá ciclos menstruais regulares no primeiro ano de uso, o que pode ser considerado por algumas como algo negativo, sendo causa de interrupção do método.

Neste sentido, pode também ser considerado uma desvantagem a demora no retorno à fertilidade, sendo o método com maior interferência neste aspecto.

É comum o aumento de peso, na média de 1,5 a 2 kg, durante o primeiro ano de uso. Se a mulher começar o uso do método durante a amamentação, ela não perceberá este efeito colateral, pois está em fase de decréscimo de peso.

Há dúvidas sobre certo efeito do injetável trimestral sobre o metabolismo ósseo. Portanto, as mulheres mais velhas, com antecedente familiar de osteoporose deverão tomar cuidado adicional.  Outra dúvida é em relação ao metabolismo dos carboidratos e do colesterol. Assim, mulheres com risco de aterosclerose e doenças do coração (corionariopatias), deverão se submeter a exames periódicos, durante o uso da medicação.

Eficácia

O método tem uma alta eficácia, sendo até mais eficiente do que a pílula normal, principalmente quando o uso ultrapassa os seis meses. A taxa de falha descrita vai de 0,1 a 0,3% num ano de uso.

Dicas para as usuárias do Método

Na primeira aplicação, deve-se iniciar até o 7º dia do ciclo menstrual (7 dias a partir do primeiro dia da menstruação), quando então não precisa adicionar nenhum outro método. Se o início for após o 7º dia, então se deve fazer uso de camisinha por 7 dias, para assegurar a eficácia.

Para as aplicações seguintes, marcar o dia num calendário, para não esquecer. No entanto, pode-se esquecer e atrasar a administração por até 2 semanas, sem problemas.

Se houver sangramento intermitente, procurar o médico para avaliar a conduta correta. No entanto, deve-se salientar que tais sangramentos nada têm a ver com uma possível baixa na eficácia.

Deve-se administrar na região glútea, e não se deve massagear, nem fazer compressa quente, pois isso aumenta a absorção da droga e diminui a eficácia.

Nomes Comerciais e custo:

Depo Provera 150 mg: R$ 21,00

Contracep: R$ 15,00 (Produto retirado do comércio nos últimos meses, por problemas técnicos)


Índice

» Introdução
» 1º Método: Coito Interrompido
» 2º Método: A Tabelinha (Ogino-Knaus)
» 3º Método: Muco Cervical (Billings)
» 4º Método: Sintotérmico
» 5º Método: Camisinha Masculina (Condom)
» 6º Método: Camisinha Feminina
» 7º Método: Diafragma
» 8º Método: Dispositivo Intra-Uterino (DIU)
» 9º Método: Pílula Anticoncepcional
» 10º Método: Minipílula
» 11º Método: Injetável Mensal
» 12º Método: Injetável Trimestral




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